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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sento solamente noia quando vivo la realt�
Sento lodio sulla pelle quando guardo la citta
Mentre osservo i suoi palazzi, le sue inutili vetrine
Mi riscopro innamorato delle squallide rovine

Quanto vile conformismo c� nella democrazia
Quanta sete di potere, servilismo, ipocrisia
Ora siamo giunti a un bivio e di fronte due sentieri
Si pu� vivere da schiavi o morire da guerrieri

Ora osserva la mia spada che punta verso il sole
Ascolta nel silenzio le mie ultime parole
Ed allora tu vedrai
Bruciare ancora il fuoco di antichi samurai


sexta-feira, 23 de julho de 2010

Para comprensão do Fascismo(3 e Final)

10. Essa personalidade superior é a nação, porque é Estado. Não é a nação que cria o Estado segundo o velho conceito naturalista que serviu de base à exaltação dos Estados nacionais no século XIX. Antes, a nação é criada pelo Estado, que dá ao povo consciente da própria unidade moral uma vontade e, portanto, uma existência efectiva. O direito de uma nação à independência deriva, não de uma consciência literária e ideal do próprio ser, nem tão-pouco de uma situação de facto mais ou menos inconsciente e inerte, mas de uma consciência activa, de uma vontade política em acção e disposta a demonstrar o próprio direito, isto é, de uma espécie de Estado já in fieri. De facto, como vontade ética universal, o Estado é criador do direito.
11. A nação como Estado é uma realidade ética que existe e vive enquanto se desenvolve. Se parar, morre. Por isso, o Estado não é somente a autoridade que governa e dá forma de lei e valor de vida espiritual à vontade individual, é também força que fez valer a sua vontade no exterior, obtendo reconhecimento e respeito, isto é, demonstrando factualmente a sua universalidade em todas as determinações necessárias do seu desenvolvimento. É, portanto, organização e expansão, pelo menos virtual. Pode assim adaptar-se à natureza da vontade humana que no seu desenvolvimento não conhece obstáculos e se realiza provando a própria infinitude.
12. O Estado fascista, forma mais alta e poderosa de personalidade, é força, mas força espiritual. Esta concentra em si todas as estruturas da vida moral e intelectual do homem. Não pode limitar-se a simples funções de ordem e de tutela, como pretendia o liberalismo. Não é um simples mecanismo que limita a esfera das chamadas liberdades individuais. É forma, norma interior e disciplina da pessoa na totalidade; penetra na vontade como na inteligência. O seu princípio, inspiração central da personalidade humana vivendo em sociedade, entra nas profundidades e instala-se no coração do homem de acção, do pensador, do artista, do sábio: alma da alma.
13. Em síntese, o Fascismo não é somente promulgador de leis e fundador de institutos, mas educador e promotor de vida espiritual. Pretende refazer, não as formas da vida humana, mas o homem, o carácter, a fé. Para alcançar este fim, necessita de disciplina e de autoridade que penetrem nos espíritos, dominando-os incontestavelmente. O seu emblema é, pois, o feixe dos Lictores, símbolo de unidade, de força e de justiça.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Para comprensão do Fascismo(2)

5. O Fascismo é uma concepção religiosa onde o homem é encarado sob o ponto de vista da sua relação com uma lei superior, com uma vontade objectiva que transcende o indivíduo particular, elevando-o a membro consciente de uma sociedade espiritual. Quem, na política religiosa do regime fascista, se deteve em considerações de mera oportunidade, não compreendeu que, além de ser um sistema de governo, o Fascismo é também e acima de tudo um sistema de pensamento.
6. O Fascismo é uma concepção histórica, segundo a qual o homem só é aquilo que é, em virtude do processo espiritual para que concorre no grupo familiar e social, na nação e na história, na qual todas as nações colaboram. Daí, o grande valor da tradição nas memórias, nas línguas, nos costumes, nas normas da vida social.
Fora da história, o homem nada é. Por isso, o Fascismo se ergue contra todas as abstracções individualistas de base materialista tipo século XVIII; e contra todas as utopias e inovações jacobinas. Não julga possível a felicidade sobre a terra, como a desejava a literatura economicista do século XVIII e, portanto, repele as concepções teleológicas que vêm em certa época da história, a organização definitiva do género humano. Isto significa colocar-se fora da história e da vida, que é um contínuo fluir e devir. Politicamente, o Fascismo quer ser uma doutrina realista; na prática, aspira a resolver apenas os problemas que surgem por si, historicamente, permitindo a sua própria solução. Para agir entre os homens, tal como na natureza, é preciso entrar no processo da realidade e tornar-se senhor das forças actuantes.
7. Anti-individualista, a concepção fascista é a favor do Estado; e é pelo indivíduo, na medida em que este coincide com o Estado, consciência e vontade universal do homem, na sua existência histórica. Repele o liberalismo clássico, que surgiu da necessidade de reagir contra o absolutismo e esgotou a sua função histórica desde que o Estado se transformou na própria consciência e vontade populares. O liberalismo negava o Estado no interesse do indivíduo particular, o Fascismo reafirma o Estado como a realidade verdadeira do indivíduo. E, se a liberdade deve ser a prerrogativa do homem real e não do abstracto fantoche em que pensava o liberalismo individualista, o Fascismo é pela liberdade. E é pela única liberdade que pode ser uma coisa séria, a liberdade do Estado e do indivíduo no Estado, uma vez que, para o fascista, tudo está concentrado no Estado e nada existe de humano ou de espiritual, e muito menos tem valor, fora do Estado. Neste sentido, o Fascismo é totalitário, e o Estado fascista, síntese e unidade de todos os valores, interpreta, desenvolve e potencia a totalidade da vida do povo.

8. Nem indivíduos, nem grupos (partidos políticos, associações, sindicatos, classes) fora do Estado. Por isso, o Fascismo é contra o socialismo que paralisa o movimento histórico na luta de classes e ignora a unidade estatal que funde as classes numa única realidade económica e moral; analogamente, é contra o sindicalismo classista. Mas, na órbita do Estado organizador, o Fascismo quer que sejam reconhecidas as exigências reais que deram origem ao movimento socialista e sindicalista, fazendo-as valer no sistema corporativo, que concilia os diversos interesses na unidade do Estado.
9. Segundo as categorias dos interesses, os indivíduos são classes; são sindicatos, segundo as diferentes actividades económicas co-interessadas; mas, antes e acima de tudo, são Estado. Este não é número, um somatório de indivíduos que constituem a maioria de um povo.
Por isso mesmo, o Fascismo é contra a democracia, que identifica o povo ao maior número, rebaixando-o ao nível da maioria, mas é a forma mais pura de democracia, se o povo é concebido consoante deve ser, isto é, qualitativa e não quantitativamente, como a ideia mais forte, porque a mais moral, coerente e verdadeira, que actua no povo como consciência e vontade de poucos ou até de um só e como ideal que tende a agir na consciência e na vontade de todos. De todos os que, etnicamente, extraem da natureza e da história as razões para formar uma nação, ligados pela mesma linha de evolução e de formação espiritual de modo a constituir uma só consciência, uma só vontade.
Não estamos perante uma raça ou uma região geograficamente individualizada, mas face a uma estirpe que se perpetua historicamente, uma multidão unificada por uma ideia que é vontade de existência e de poder: consciência de si, personalidade.

domingo, 20 de junho de 2010

Para a compreensão do Fascismo...



Ideias fundamentais

1
. Como toda a concepção política sólida, o Fascismo é acção e pensamento; acção em que está imanente uma doutrina e doutrina que, surgindo de um dado sistema de forças históricas, está nele inserido e aí opera internamente.
Possui, portanto, uma forma corre1ativa às exigências de lugar e de tempo e, simultaneamente, um conteúdo ideal que a eleva a fórmula de verdade na história superior do pensamento.
É impossível agir espiritualmente no mundo, como vontade humana, dominadora de vontades, sem um conceito da realidade transitória e particular sobre a qual é preciso actuar, e da realidade permanente e universal, que é a razão de ser e da vida da primeira. É preciso conhecer o homem para poder conhecer os homens; e para conhecer o homem, é necessário conhecer a realidade e as suas leis. Não há concepção de Estado que não seja fundamentalmente uma concepção da vida: filosofia ou intuição, sistema de ideias que se desenvolve numa construção lógica ou se concentra numa visão ou numa fé, mas sempre, pelo menos virtualmente, uma concepção orgânica do mundo.
2. Assim, não se poderá compreender o Fascismo nos seus vários aspectos práticos, como organização de partido, sistema de educação e disciplina, sem o encararmos, antes de mais, à luz do seu modo geral de conceber a vida: modo espiritualista. Para o Fascismo, o mundo não é o mundo material conforme aparece à primeira vista, no qual o homem é um indivíduo separado de todos os outros, governado por uma lei natural que, instintivamente, o leva a viver uma existência de prazer egoísta e momentâneo. O homem do Fascismo é o indivíduo que é nação e pátria, lei moral que une conjuntamente indivíduos e gerações numa tradição e numa missão, que suprime o instinto da vida encerrada no breve instante do prazer para instaurar no dever uma vida superior liberta dos limites do tempo e do espaço: uma vida em que o indivíduo, através da abnegação de si mesmo, do sacrifício dos seus interesses particulares e até da própria morte, realiza aquela existência inteiramente espiritual onde reside o seu valor de homem.
3. Concepção espiritualista, portanto, surgida também da reacção geral do século contra o positivismo do Ocidente fraco e materialista. Antipositivista, mas positiva: nem céptica, nem agnóstica, nem pessimista, nem passivamente optimista, como são em geral as doutrinas (todas negativas) que colocam o centro da vida fora do homem, o qual pode e deve, com a sua livre vontade criar o seu mundo. O Fascismo quer o homem activo e empenhado na acção com todas as suas energias, virilmente consciente das dificuldades e pronto para enfrentá-las. Concebe a vida como uma luta, pensando que cabe ao homem conquistar a existência verdadeiramente digna dele, criando em si próprio, antes de tudo, o instrumento (físico, moral, intelectual) para a edificar. Isto aplica-se tanto ao indivíduo singular como à nação e à humanidade.
Daí, o alto valor da cultura em todas as suas formas - arte, religião, ciência - e a formidável importância da educação. Daí também o valor essencial do trabalho, com o qual o homem vence a natureza e produz o mundo humano (económico, político, moral e intelectual).
4. Esta concepção positiva da vida é uma concepção ética, evidentemente; abrange toda a realidade, bem como a actividade humana que a domina. Nenhuma acção escapa ao julgamento moral: nada há no mundo que possa despojar-se do valor que a tudo cabe atribuir em relação aos fins morais.
Portanto, tal qual a concebe o fascista, a vida é séria, austera, religiosa, inteiramente concentrada num mundo sustentado pelas forças morais e responsáveis do espírito. O Fascismo despreza a vida cómoda.

Futuramente irei por mais pontos para que haja uma maior compreensão do Fascismo...

sábado, 24 de outubro de 2009